Últimas Notícias Últimas Notícias

« Voltar

Controle de armas, situação de motoristas de aplicativos e privatizações são temas de pronunciamentos

Controle de armas, situação de motoristas de aplicativos e privatizações são temas de pronunciamentos

Qua, 16 Out 2019 18:07

Controle de armas, situação de motoristas de aplicativos e privatizações são temas de pronunciamentos

Controle de armas, situação de motoristas de aplicativos e privatizações são temas de pronunciamentos

Sem quórum para apreciar projetos, a sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (16) foi marcada por manifestações de parlamentares sobre assuntos variados. O deputado Fábio Felix (PSOL) apresentou proposta de controle de armas de fogo e munições no Distrito Federal. Por meio de projeto de lei protocolado nesta tarde, o distrital espera coibir o tráfico e o extravio desses armamentos.

A proposição, conforme explicou o autor, visa a tornar obrigatória a instalação de um chip de identificação nas armas, de forma a tornar possível rastreá-las. No caso das munições, o PL estabelece um limite para aquisição por lote, cujo código deverá ser gravado no culote dos estojos. Felix salientou que o texto foi construído com a participação de diversas entidades, como os institutos Igarapé e Sou da Paz, e que não fere a legislação federal. "Outros estados têm feito leis específicas para monitorar armas", apontou.

Assim como na sessão de ontem (15), as mortes de motoristas de aplicativos foram tema de pronunciamentos em plenário. O deputado Jorge Vianna (Podemos) dirigiu uma série de críticas à Uber e lamentou que a empresa de transporte sequer tenha divulgado uma nota pública em referência às recentes mortes. O deputado Daniel Donizet (PSDB) contou já ter sido motorista da Uber e cobrou que a empresa se responsabilize por seus empregados. E o deputado Agaciel Maia (PL) lembrou o processo de regulamentação do serviço na Casa: "Na época eu já dizia que seria ruim para os motoristas, para os taxistas e para o governo. Só a empresa multinacional que ganha. Não tem humanismo nenhum na relação".

Outro assunto que voltou a ser discutido em plenário foi a privatização de estatais no DF. A deputada Arlete Sampaio (PT) criticou o governo por "não se preocupar com o futuro", ao querer entregar para a iniciativa privada serviços em áreas estratégicas como saneamento e abastecimento de água. "Temos a obrigação de conter esse tipo de privatização", defendeu. Na mesma linha, o deputado Fábio Felix disse que irá batalhar, inclusive judicialmente, para que os processos de privatizações passem pela CLDF, tal qual está previsto na Lei Orgânica. "O governador não é o rei do DF", afirmou.

Críticas – Problemas na área da Saúde voltaram a repercutir entre os parlamentares. Para o deputado Chico Vigilante (PT), a situação piora a cada dia. "A população está padecendo, está morrendo, e olha que estamos na capital da República. Hoje, o grande sonho das pessoas não é comprar um carro ou viajar, é ter um plano de saúde".  Por sua vez, o deputado Professor Reginaldo Veras (PDT) reclamou da falta de repasses para as creches conveniadas. Segundo informou, professores e educadores sociais estão sem receber. Já o deputado Leandro Grass (Rede) cobrou uma política de desenvolvimento urbano que priorize os mais necessitados. Ele criticou as prioridades do governo, que "já gastou R$ 8 milhões só com passagens aéreas", e completou: "O Estado existe para reduzir as desiguldades".

Denise Caputo
Fotos: Figueiredo/CLDF
Núcleo de Jornalismo - Câmara Legislativa