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Audiência discute tratamento da doença falciforme na rede pública

Audiência discute tratamento da doença falciforme na rede pública

Sex, 25 Out 2019 14:28

Audiência discute tratamento da doença falciforme na rede pública

Audiência discute tratamento da doença falciforme na rede pública

A Câmara Legislativa do Distrito Federal reuniu, na manhã desta sexta-feira (25), especialistas para discutir o tratamento, na rede pública de saúde do DF, de pessoas com doença falciforme, como é chamado um conjunto de doenças que afetam a hemoglobina, proteína sanguínea responsável pelo transporte de oxigênio pelo corpo. Uma mutação genética afeta suas estruturas e dificulta a oxigenação dos órgãos, causando dores agudas e aumentando os riscos de acidente vascular cerebral. Existe tratamento e medicação; e o diagnóstico pode ser feito já em recém-nascidos, através do teste do pezinho.

A discussão foi uma iniciativa da deputada Arlete Sampaio (PT), mas, foi coordenada por Fábio Félix (PSOL). A parlamentar não pôde comparecer devido a questões médicas. Félix ressaltou a importância de uma coleta de dados eficiente e sua aplicação no desenvolvimento de políticas públicas de saúde: "Entender, com mais propriedade, as características da população atingida pela doença é importante para sabermos a dimensão que teremos de alcançar no serviço público do DF", disse.

Sobre como a doença é tratada no SUS, a representante da Coordenação Geral de Sangue e Homoderivados do Ministério da Saúde, Silma Maria Alves, apresentou números da incidência de hemoglobinopatias. Ela destacou o maior índice de óbitos entre a população negra e parda, além da faixa etária dos 20 a 29 anos. Já a médica Margareth Daldegan ressaltou que muitos pacientes podem fazer parte de um grupo de risco por também apresentarem outros tipos de problemas, como cardiopatias, o que exige atendimento especializado.

Justamente o atendimento especializado, e mais rápido, figurou entre as principais demandas dos acometidos pela doença. Durante o debate, médicos e pacientes denunciaram a mudança do núcleo de tratamento do Hospital de Base para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), que é menos equipado e necessita de reformas, com consequente desmonte da equipe multidisciplinar e, principalmente, longos períodos de espera em filas de emergências, apesar da previsão de atendimento prioritário.

Os encaminhamentos da audiência pública serão de responsabilidade do gabinete de Arlete Sampaio, porém o deputado Fábio Felix propôs uma reunião técnica com a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (ABRADFAL), a Secretaria de Saúde do DF e a Hematologia do HRAN para discutir melhorias a serem aplicadas ao núcleo de tratamento da doença.

Victor Cesar Borges (estagiário)
Fotos: Silvio Abdon/CLDF
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa