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Participantes de audiência pública discutem situação de centros de línguas

Participantes de audiência pública discutem situação de centros de línguas

Ter, 28 Abr 2015 14:18

Participantes de audiência pública discutem situação de centros de línguas

Participantes de audiência pública discutem situação de centros de línguas

A melhoria da infraestrutura dos centros de línguas do DF, bem como a instalação de novas unidades e a reabertura de vagas para a comunidade foram as principais reivindicações dos participantes da audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (28) no auditório da Casa.

O deputado Wasny de Roure (PT), mediador do debate, destacou que o Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Santa Maria, do Recanto das Emas e de Planaltina, implantados recentemente, funcionam de forma "extremamente precária". Para Wasny, é necessário "hegemonizar a problemática que hoje os centros de língua vivenciam para saber como a administração pública pode enfrentar o problema".

"Precisamos criar mecanismo legais para reabrir os CIL à comunidade", argumentou o deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT). Segundo Veras, que foi aluno do CIL de Ceilândia, é necessário democratizar o acesso à língua estrangeira.

Sem fronteiras - Ex-aluno do CIL de Taguatinga, o deputado Prof. Israel Batista (PV), disse que, pela sua própria trajetória, pôde testemunhar a importância do estudo de língua estrangeira, conhecimento que torna o cidadão "mais capaz nas relações profissionais e sociais". Defensor do programa de intercâmbio Brasília sem Fronteiras, Israel enfatizou: "Não podemos permitir que o programa seja politicamente desacreditado, mas sim lutar para que seja preservado". Afirmou ainda que pretende destinar emenda orçamentária de um milhão de reais para melhoria da infraestrutura dos centros.

O estudante do CIL do Gama, Leonardo Júlio de Souza, que participou do Brasília sem Fronteiras, destacou a importância do intercâmbio e do domínio da língua inglesa em sua formação. Ele reivindicou que seus colegas da Universidade de Brasília, onde atualmente cursa Engenharia Aeroespacial, oriundos de outros estados, tenham a mesma chance que ele.  

Demandas - A diretora do Sindicato dos Professores, Vilmara Pereira do Carmo, destacou a metodologia inovadora adotada pelos centros de línguas do DF. De acordo com Vilmara, o DF precisa aprovar o Plano Distrital de Educação, projeto em que os centros de línguas estão inseridos.

O diretor da Associação de Pais e Alunos do DF, Alexandre Velozo, elogiou o corpo docente do CIL, formado por "professores qualificados e abnegados". Segundo ele, há demanda de estudantes por cursos de curta duração nos centros, os quais deveriam ter "autonomia para montar suas grades, adequadas a cada localidade".

Para ampliar o atendimento dos centros tanto para os estudantes da rede pública como para a comunidade, o ideal são prédios próprios do CIL, segundo o subsecretário de Educação Básica, Gilmar de Souza Ribeiro. Ele acrescentou ser necessário ainda superar os obstáculos legais para a reabertura dos centros à comunidade. Durante a audiência, a professora Izabela Moreira entregou a Gilmar um abaixo-assinado com cerca de mil assinaturas pedindo a criação de um CIL no Paranoá.

A Secretaria de Educação está ouvindo os pleitos, de acordo com o chefe do núcleo de línguas daquela secretaria, Ivo Maça Vieira. "O CIL funciona, por isso tanta gente quer entrar", afirmou. Ele sugeriu que o CIL seja um braço da futura Faculdade de Educação do DF.

Cooperação – Os estudantes devem ter acesso, no mínimo, a dois idiomas, considerou a adida de Cooperação Educacional da Embaixada da França, Lucile Bruand Exner. Ela destacou a renovação do acordo com a Aliança Francesa, que oferece vagas a alunos, bem como o programa Brasília sem Fronteira, que levou estudantes a França. "Foi um enorme sucesso", garantiu.

"O nosso governo oferece cinquenta bolsas para jovens que queiram estudar a língua japonesa", anunciou o secretário da Embaixada do Japão, Rei Oiwa. Ele sugeriu a inclusão dessa língua no calendário oficial do CIL. Oiwa exaltou a importância de uma língua estrangeira na vida profissional, e citou que o fato de ter estudado Português no Japão propiciou que ele se tornasse diplomata no Brasil. 

Franci Moraes - Coordenadoria de Comunicação Social