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Violência doméstica e preconceito são temas do Dia Internacional da Mulher

Violência doméstica e preconceito são temas do Dia Internacional da Mulher

Qua, 08 Mar 2017 13:27

Violência doméstica e preconceito são temas do Dia Internacional da Mulher

Violência doméstica e preconceito são temas do Dia Internacional da Mulher

Preconceito, violência doméstica e feminicídio foram temas que permearam a homenagem ao Dia Internacional da Mulher realizado no foyer do plenário da Câmara Legislativa na manhã desta quarta-feira (8). Após experiência à frente da Procuradoria Especial da Mulher no biênio 2015-2016, a deputada Telma Rufino (Pros) disse que não são raros os casos em que "a mulher trabalha o dia todo, chega em casa, faz o jantar, cuida dos filhos, e, por vezes, ainda apanha do marido". A violência doméstica é uma realidade, relatou.

A violência contra a mulher é fruto de um "preconceito mascarado", na opinião da deputada Celina Leão (PPS), recém-eleita para o comando da Procuradoria Especial da Mulher. Ela citou que dos 4.772 homicídios de mulheres, cerca da metade foram cometidos por familiares, o que demonstra não apenas a violência doméstica, mas também o preconceito dos homens que consideram as mulheres como propriedade.

Os estupros coletivos seguidos pelos comentários nas redes sociais são exemplo recente deste preconceito e revelam que "não vencemos a batalha contra a violência", disse a parlamentar. Por outro lado, ela lembra que o ativismo das mulheres conquistou mudanças no Código Penal, como a Lei Maria da Penha.

A defensora pública Karla Núbia destacou o trabalho de acolhimento às vítimas de violência doméstica no Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública.  "Precisamos plantar a semente do empoderamento", disse.

Mercado de Trabalho - No DF, 151 mil mulheres perderam seus empregos, citou a deputada Luzia de Paula (PSB). "As mulheres conduzem os processos, mas nunca ficam com os melhores pedaços do bolo", comparou.

Para o deputado Agaciel Maia (PR), é fundamental conscientizar os homens sobre o tratamento igualitário que deve ser dado às mulheres, especialmente no mercado de trabalho. A proposta de Reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional, é uma "agressão" aos direitos das mulheres, destacou o deputado Claudio Abrantes (Rede). As mulheres vivenciam a dupla jornada de trabalho e a reforma desconsidera essa realidade, na opinião de Abrantes.

A secretária adjunta de Políticas das Mulheres do DF, Lúcia Bessa, foi uma das homenageadas com moção de louvor. Participaram do evento a diretora do presídio feminino do DF, Deuselita Martins, a representante do comando da Polícia Militar do DF, Andrea Bastos, entre outras autoridades.

Franci de Moraes - Coordenadoria de Comunicação Social