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Reunião com empresas de transporte termina sem acordo para abertura de planilhas

Reunião com empresas de transporte termina sem acordo para abertura de planilhas

Qui, 02 Fev 2017 12:56

Deputados se reuniram nesta terça-feira (31) com representantes das empresas de transporte público do Distrito Federal para discutir o aumento de 25% nas passagens de ônibus e alternativas para melhorar a mobilidade urbana. Coordenador do grupo de trabalho criado na Câmara Legislativa para tratar do assunto, o deputado Wasny de Roure (PT) disse ser importante conhecer todos os custos envolvidos com preços atualizados desde a última licitação. Contudo, o representante da associação das empresas de transportes locais (Transit), Barbosa Neto, negou o pedido com a justificativa de que as informações estão em contrato público.

O deputado Raimundo Ribeiro (PPS) também defendeu debate sobre os custos – inclusive o impacto e funcionamento das gratuidades – e chegou a pedir aos representantes das empresas concessionárias que avaliassem a suspensão dos reajustes por um mês, período em que se buscariam soluções. "Antes de reajustar, é preciso discutir", apontou.

Barbosa Neto negou também essa possibilidade. Ele disse que as concessionárias têm interesse em discutir o custo do sistema de transporte e alternativas para otimizar a mobilidade, mas frisou que questões como as gratuidades são decisões "políticas". O representante da Transit destacou, ainda, que a dívida do GDF com as empresas operadoras está em quase R$ 200 milhões e que hoje, para cada dois usuários pagantes, há um que não paga passagem. Outro aspecto criticado foi a implantação da integração no DF. Segundo ele, o número de linhas – 793 até junho de 2016 – é muito superior ao de outras capitais brasileiras, e a extensão da densidade populacional encarece os custos.

Em nome da viação São José, Lucas Lopes elencou estudos feitos pela empresa com vistas a baratear os custos do serviço, a exemplo da criação de faixas exclusivas e retirada de lombadas nos trechos de circulação de ônibus. Ele defendeu o diálogo e argumentou que a tarifa cobrada deve atender ao usuário e aos 2,5 mil funcionários da empresas. "Nosso serviço é feito por pessoas para pessoas", afirmou.

"Não temos interesse nenhum em prejudicar o empresário, que está prestando seu serviço, mas o aumento foi sem debate", ponderou o presidente da Casa, deputado Joe Valle (PDT), ao destacar que a Câmara Legislativa ofereceu ao GDF R$ 50 milhões de seu orçamento para o transporte público. Ele ainda levantou a ideia da Casa de criar uma comissão especial para tratar do tema.

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Denise Caputo - Coordenadoria de Comunicação Social