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Audiência ouve relatos de pessoas com síndrome de Asperger

Audiência ouve relatos de pessoas com síndrome de Asperger

Seg, 20 Fev 2017 19:24

Audiência ouve relatos de pessoas com síndrome de Asperger

Audiência ouve relatos de pessoas com síndrome de Asperger

Em audiência pública que debateu os desafios da síndrome de Asperger, realizada nesta segunda-feira (20), no plenário, a estudante de Artes Plásticas da Universidade de Brasília, Amanda Paschoal, 25 anos, relatou as dificuldades vivenciadas pelas pessoas que sofrem dessa desordem.

Amanda disse que ela é uma exceção por ter sido diagnosticada ainda criança. Segundo ela, que apresentou a historiografia da síndrome, há um "ciclo de invisibilidade das mulheres autistas" uma vez que as pesquisas, durante anos, só estudaram homens.

O mediador do debate, deputado Wellington Luiz (PMDB), destacou a importância de relatos como os de Amanda para entender a questão. "Quem passa pela situação, quem a vivencia no dia a dia é o verdadeiro especialista que precisamos ouvir", destacou, ao lembrar que no dia 18 de fevereiro se celebra o Dia Internacional da Síndrome de Asperger.

Espectro autista - O Asperger é considerado, atualmente, o nível 1 da desordem do espectro autista, esclareceu a diretora do Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB), Rita Louzeiro. Existem três graus de severidade no autismo, sendo 1 o nível mais leve, 2 o nível moderado e 3 o nível mais severo. Louzeiro, que tem um irmão autista, disse que uma das principais dificuldades é a expressão por meio da linguagem. Não existem, segundo ela, pesquisas sobre como se dá o desenvolvimento na linguagem do autista. "Quais seriam as estratégias pedagógicas para entender o que querem dizer aqueles que não podem se expressar?", indagou.

A conscientização e a informação são desafios desse cenário, alegou a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoas com Autismo da OAB/DF, Adriana Monteiro. Nesse sentido, o deputado federal Roney Nemer (PP/DF) considerou que as informações sobre o espectro autista deveriam ser mais e melhor divulgadas.

A rede pública do DF atende, desde 1987, estudantes autistas, de acordo com a gerente de Atendimento ao Estudante com Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD) da Secretaria de Educação, Márcia Pereira. São quase dois mil alunos com TGD, sendo que 947 estão em classes comuns, em acordo com a política de inclusão. O presidente nacional do Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB), Fernando Cotta, destacou as leis e políticas públicas sobre o autismo, entre elas a Lei Brasileira de Inclusão, instituída em 2015.

Franci Moraes - Coordenadoria de Comunicação Social