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Agaciel diz que substitutivo ao projeto da previdência evitará atraso de salários

Agaciel diz que substitutivo ao projeto da previdência evitará atraso de salários

Qua, 20 Set 2017 17:48

O líder do governo, deputado Agaciel Maia (PR), afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo aceitou rever alguns pontos do projeto original de reforma da previdência dos servidores para garantir sua aprovação e evitar o atraso e o parcelamento de salários. A afirmação foi feita durante debate promovido pela Câmara Legislativa com representantes sindicais sobre a proposta de texto substitutivo ao projeto de lei complementar nº 122/2017, do Executivo, que reestrutura a previdência dos servidores públicos do DF.

De acordo com Agaciel, o substitutivo vem sendo discutido e construído por vários parlamentares e tem o objetivo de resolver os principais pontos criticados na proposta original. O líder do governo explicou que o novo texto adia a discussão sobre a previdência complementar, desiste da fusão dos dois fundos existentes atualmente e determina que os recursos que serão retirados do Iprev sejam usados exclusivamente para o pagamento de aposentados e pensionistas.

"Estamos querendo construir uma solução para evitar atrasos e parcelamentos de salários dos servidores da ativa e aposentados", argumento. Segundo Agaciel, o alívio no caixa do governo também permitirá a regularização do pagamento de empresas terceirizadas, aquecendo a economia local.

Antes de Agaciel, outros parlamentares demonstraram preocupação com a proposta em discussão. O deputado Cláudio Abrantes (sem partido), por exemplo, disse que a proposta gera "desconfiança", já que esta não é a primeira vez que o governo avança sobre o Iprev. Abrantes criticou posicionamentos de representantes do setor produtivo que, segundo ele, não entendem a importância do debate sobre o projeto.

O deputado fez questão de frisar que a questão é política, pois significa como será o futuro de Brasília e precisa ser amplamente negociada e discutida. Ele também assinalou que o déficit da previdência não é culpa dos servidores, "dos governantes que usaram recursos do fundo para outras despesas".

O deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que não vota no projeto original e também não vota no substitutivo antes de outubro. Para ele, o assunto merecer uma maior discussão e não pode ser votado apressadamente. "Gato escaldado tem medo de água fria. É hora de fazermos um debate real no DF", completou, destacando que a dívida ativa atualmente é de R$ 24 bilhões e o governo não consegue recuperar estes recursos.

Na opinião do deputado Raimundo Ribeiro (PPS), a solução apresentada pelo governo é apenas um paliativo, "uma ponte", que não resolverá o problema. Ribeiro defendeu o posicionamento da Câmara, que desde o início privilegiou a discussão da proposta com os servidores e demais interessados.

Luís Cláudio Alves
Fotos: Carlos Gandra
Comunicação Social - Câmara Legislativa

Luís Cláudio Alves - Coordenadoria de Comunicação Social