Prudente e Patrício vão intermediar luta por plano de carreira para PMs e bombeiros
18.03.2009 18:04
Policiais militares e bombeiros reunidos hoje com o presidente e vice-presidente da Câmara (Foto: Carlos Gandra/CLDF)
Os deputados Leonardo Prudente (DEM) e Cabo Patrício (PT), presidente e vice-presidente da Câmara Legislativa, irão juntos ao governador Arruda tentar a criação e aprovação de um plano de cargos e salários para os policiais militares e bombeiros, acompanhados dos líderes das associações que lutam por reajuste salarial e outros benefícios para essas categorias.
A decisão foi tomada hoje (18) à tarde após encontro entre os dois distritais e membros do Fórum das Associações da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, na Câmara Legislativa. Cerca de 20 representantes do movimento reclamaram da falta de diálogo com o governo, em relação à negociação das suas reivindicações.
O coronel Mauro Brambilla, da PM, defendeu a necessidade de reajuste salarial para todos os níveis e também da criação de um plano habitacional específico para os PMs e bombeiros. Outra queixa dos militares é em relação às carências na assistência à saúde.
"A Polícia Militar está abandonada", reclamou o sargento Edson Ricardo, presidente da Associação Representativa dos Subtenentes e Sargentos da PMDF e Corpo de Bombeiros. Já o coronel Vítola, da PM, enfatizou a necessidade de os benefícios aprovados serem estendidos a todos os 300 mil policiais ativos, aposentados e pensionistas.
O presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, aceitou o convite dos policiais e bombeiros para ser o porta-voz deles nas futuras negociações com o governo." Acredito que o melhor agora seria a aprovação de um plano de carreira que pudesse ser estendido a todos, corrigindo eventuais distorções e promovendo compensações salariais", pregou o parlamentar.
Como deputado oriundo da Polícia Militar, Cabo Patrício enfatizou que a proposta a ser levada ao governador deve ser representativa de todos os segmentos militares, dos praças aos oficiais. Ele disse que o governador recebeu uma proposta absurda, feita pela cúpula da PM, que criava a patente de general naquelas corporações e privilegiava quem estava "no topo da pirâmide".